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A Imaculada Conceição de Maria

Leia mais:A Imaculada Conceição de MariaA festa de hoje, Imaculada Conceição de Maria, desafia a inteligência dos mais sábios. A sociedade atual não consegue compreender e não encontra lógica que explique uma concepção como a descrita pelo Novo Testamento e esperada desde o Antigo Testamento, “eis que uma virgem dará à luz”. No entanto, para Deus que do nada criou todas as coisas, não seria um feito relativamente simples?

Para crer é preciso escolher ter fé. Maria é o exemplo maior de fé. Ela vem, numa sociedade corrompida por tantas opiniões e crenças, buscar livremente no Deus verdadeiro e na promessa a base de sua fé. Sim, a Imaculada Conceição é um ato de fé. Foi preciso encontrar entre todos os viventes uma mulher de fé perfeita para que a obra de salvação pudesse nos alcançar.

Nossos primeiros pais romperam com Deus uma relação de confiança e fé total. Preferiram outro caminho: o da autossuficiência. Preferiram acreditar que não precisavam de Deus. Maria vem restaurar esta relação ao se tornar um “nada” nas mãos de Deus, para que a exemplo do nada absoluto do qual Deus tudo criou, do “nada” de Maria o Homem Perfeito pudesse ser encarnado.

A exemplo de Maria que desafiou a sociedade em que vivia com sua fé e ainda hoje desafia nossa sociedade autossuficiente, depender totalmente de Deus e se entregar em suas mãos obedecendo e crendo totalmente não é estar ausente das coisas deste mundo. É viver seu tempo e estar em sintonia total com o Deus que tudo pode, e desafia as leis humanas. É crer que o impossível pode acontecer na nossa vida.

Por Lúcia Maria
Pastoral da Comunicação

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Se reza o Rosário com frequência, estes conselhos te ajudarão a aperfeiçoar este hábito

Leia mais:Se reza o Rosário com frequência, estes conselhos te ajudarão a aperfeiçoar este hábitoEm poucos dias terminará o mês do Rosário, no qual muitos católicos redescobrem esta oração preferida da Virgem Maria, fortalecem sua vida espiritual e contam com graças especiais.

Por isso, a fim de continuar aperfeiçoando o hábito desta oração, contemplando Jesus através da Virgem Maria, apresentamos 7 conselhos práticos para aprofundar na oração do Rosário, tirados do livro “O Rosário: Teologia de joelhos”, do sacerdote, escritor e funcionário da Secretaria de Estado do Vaticano, Mons. Florian Kolfhaus:

1. Dedicar o tempo necessário para rezá-lo

Nossos calendários estão cheios de compromissos. Entretanto, é bom reservar de 20 a 30 minutos por dia para a oração do Santo Rosário. Este encontro com Jesus e Maria é muito mais importante que as demais atividades agendadas.

Este tempo de oração é reservado para nós mesmos, porque é um tempo no qual devemos nos dedicar somente para amar. É possível reservar dois ou três dias da semana para a oração do Rosário e, desta forma, será cada vez mais fácil fazer esta oração, até finalmente poder rezá-la todos os dias.

2. Saber que rezamos para alguém

Uma boa oração está baseada em orientar completamente à vontade a agradar o nosso querido amigo, Cristo, e não a nós mesmos.

3. Fazer pausas para nos concentrarmos

Santo Ignácio de Loyola recomenda a chamada “terceira forma de rezar” para adaptar as palavras ao ritmo da própria respiração.

Normalmente, é suficiente interromper um mistério do Rosário para voltar a ser consciente de que Jesus e Maria nos olham cheios de alegria e amor. Para isto, pode ser útil respirar duas ou três vezes, antes de voltar a retomar a oração.

4. Dirigir os nossos pensamentos aos mistérios

Podemos e devemos “desviar” os pensamentos para encontrar o mistério que devemos visualizar na nossa mente antes de cada dezena do rosário.

É pouco provável que a repetição seja útil se não for encaminhada várias vezes para o essencial, que é a vida de Jesus e de Maria.

5. Fazer da oração um momento para compartilhar com Cristo

Um dos primeiros e mais importantes passos para a oração interior é não só nos dedicarmos a pensar e a meditar, mas olhar para aquele a quem está dirigida a nossa prece.

Saber que, aquele a quem nos dirigimos nos ama infinitamente e despertará em nós diversos e espontâneos sentimentos, assim como quando desfrutamos e nos alegramos com uma pessoa que gostamos muito.

6. Fechar os olhos ou simplesmente fixá-los em um só lugar

Algumas pessoas fecham os olhos a fim de se concentrar e rezar melhor. Isso pode ser uma ajuda, mas normalmente é suficiente fixar o olhar em um só lugar e evitar olhar ao redor. De qualquer maneira, é importante que os olhos do coração estejam sempre abertos.

O Rosário é como uma visita ao cinema. Trata-se de ver imagens. Algumas perguntas básicas podem ser de utilidade: O que, quem, como, quando, onde? Como vejo o nascimento de Jesus, sua crucificação, sua ascensão.

Às vezes, posso – como se tivesse uma câmara – aproximar elementos ou detalhes e procurar um primeiro plano: a mão de Cristo transpassada pelos pregos, as lágrimas nos olhos do apóstolo João enquanto o Senhor subia aos céus, etc.

7. Que a intenção de rezar sempre seja o amor

As palavras acompanham, nossa mente se dispõe, mas o nosso coração deve dominar a oração.

Todos os grandes escritores espirituais concordam que a oração interior atinge principalmente nossos sentimentos e emoções.

Santa Teresa D’Ávila explica de maneira simples: “Não pense muito, ame muito!”. Em uma ocasião, uma senhora me contou que não conseguia pensar em rezar o Rosário todos os dias, mas a única coisa que conseguia dizer interiormente era: ‘Jesus, Maria, eu os amo!’. Parabenizo a esta mulher, pois a tal resultado a oração do Rosário nos deve levar.

Fonte: acidigital.com

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Por que a Igreja Católica cultua a imagem de santos?

Leia mais:Por que a Igreja Católica cultua a imagem de santos?Sem a mediação única de Cristo nenhuma outra tem poder

Em primeiro lugar, é preciso entender que Deus não nos proíbe de fazer imagens, mas sim imagens “de ídolos”, ou seja, de deuses falsos.

Já no Antigo Testamento, o próprio Deus prescreveu a confecção de imagens como querubins, serpentes de bronze, leões do palácio de Salomão etc. A Bíblia defende o uso de imagens como é possível verificar em muitas passagens: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7.10-14; 5,8; 1Sm 4,4; 2Sm 6,2; Sb 16,5-8; Ez 41,17-21; Hb 9,5 e outras mais.

Os profetas condenavam a confecção de imagens “de ídolos”: “Os que modelam ídolos nada são, as suas obras preciosas não lhes trazem nenhum proveito. Quem fabrica um deus e funde um ídolo que de nada lhe pode valer?” (Isaías 44,9-17).

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Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus

Leia mais:Santa Ana e São Joaquim, avós de JesusHoje celebramos Santa Ana e São Joaquim, os pais de Maria Santíssima e avós de Jesus.

A graça de serem pais da virgem que conceberia o Salvador lhes foi concedida já na velhice. Viveram seu matrimônio na santidade e fidelidade. Viveram suas vidas na fé e na confiança em Deus. Não duvidaram da graça divina. Esperaram em Deus e ofereceram suas vidas a Ele. Eles participaram ativamente no plano de salvação de Deus para a humanidade e, portanto, participaram do cumprimento da promessa de que um Salvador seria concedido aos filhos de Israel.

O que chama a atenção é a idade já avançada de Joaquim e Ana quando Maria nasceu. Nos planos de Deus foi preciso atingir a maturidade conjugal e passar por uma longa e confiante espera para alcançar tamanha graça.

Certamente que eles já nem imaginavam que seriam escolhidos para serem os pais de Maria, mas sua fé e confiança eram inabaláveis. O que lhes inspirava era a certeza de poderem confiar em Deus e não o desejo de serem os escolhidos.

A maturidade era muito respeitada por aquele povo que honravam seus pais e mães, cuidavam, ouviam e respeitavam profundamente seus ensinamentos. Toda a experiência acumulada em suas vidas era referência para os mais jovens.

Hoje, não temos mais tempo suficiente para acumular experiência, maturidade e vivência na fé. Não sabemos mais esperar em Deus. Tudo acontece muito rápido e com muita urgência. Os casamentos se desfazem por não suportar as adversidades necessárias para o amadurecimento. Os jovens não param para ouvir os mais velhos e as suas experiências são desvinculadas das tradições de seu povo.

O que faremos então? Quem conduzirá nossa juventude a retomar a construção da história que não é individual, e de seu povo? Como despertar para a compreensão de que estamos todos juntos e somos um? Peçamos a intercessão de Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus para que redescubramos o valor da maturidade.

Por Lucia Maria
Pascom - Paróquia Cristo Rei

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A Solenidade do Sagrado Coração de Jesus é a festa do amor

Leia mais:A Solenidade do Sagrado Coração de Jesus é a festa do amorNesta primeira sexta-feira do mês de junho, celebramos o Sagrado Coração de Jesus, mas é aos pés da cruz que nasce esta devoção. É do coração de Jesus transpassado pela lança do soldado que jorra a graça da conversão e da cura. É naquele momento que transborda o amor de Jesus para todos nós.

Quando o soldado romano transpassa o coração do crucificado, dali jorra sangue e água (Jo 19,34). Sangue e água que respingam no soldado e curam suas doenças do corpo e da alma. Sua vida é transformada naquele momento e ele reconhece Jesus como verdadeiramente o Filho de Deus.

Foi tão grande a manifestação do amor de Jesus na cruz, que no momento em que seu coração era ferido pela lança, o soldado se converte, reconhece o Cristo de Deus e se deixa amar por Ele. Sua vida é transformada e nele transborda a fé e o amor de Deus.

Ele testemunha a morte de Jesus, mas testemunha principalmente a vitória do amor de Deus pelos homens e leva este testemunho pelo resto de sua vida. Oferece sua vida para testemunhar Jesus. Caminha com Jesus até o fim de seus dias na alegria do perdão recebido aos pés da cruz.

Hoje somos convidados a celebrar o amor. Somos convidados a olhar para o Sagrado Coração de Jesus e nos deixar tocar por Ele, por seu amor que cura o corpo e a alma.

Nesta primeira sexta-feira de junho, celebramos o amor, o perdão, a cura. Recebemos o amor de Deus e nos deixamos amar por Ele.

É o perdão incondicional que Jesus nos concede por amor, que somos convidados a celebrar nesta Santa Missa.

“Isso pode parecer uma heresia, mas é a grande verdade! Mais difícil que amar a Deus é deixar-se amar por Ele! A maneira de retribuir tanto amor é abrir o coração e deixar-nos amar. Deixar que Ele se faça próximo a nós, deixar que ele nos acaricie. É tão difícil deixar-nos amar por Ele. Talvez isso é o que devemos pedir hoje na Missa: ‘Senhor, eu quero amá-Lo, mas me ensine a difícil ciência, o difícil hábito de deixar-nos amar, de senti-Lo próximo e terno!’. Que o Senhor nos dê esta graça!” (Papa Francisco)

Por Lucia Maria da Silva