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Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus

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Leia mais:Santa Ana e São Joaquim, avós de JesusNo dia 26 de julho celebramos Santa Ana e São Joaquim, os pais de Maria Santíssima e avós de Jesus.

A graça de serem pais da virgem que conceberia o Salvador lhes foi concedida já na velhice. Viveram seu matrimônio na santidade e fidelidade. Viveram suas vidas na fé e na confiança em Deus. Não duvidaram da graça divina. Esperaram em Deus e ofereceram suas vidas a Ele. Eles participaram ativamente no plano de salvação de Deus para a humanidade e, portanto, participaram do cumprimento da promessa de que um Salvador seria concedido aos filhos de Israel.

O que chama a atenção é a idade já avançada de Joaquim e Ana quando Maria nasceu. Nos planos de Deus foi preciso atingir a maturidade conjugal e passar por uma longa e confiante espera para alcançar tamanha graça.

Certamente que eles já nem imaginavam que seriam escolhidos para serem os pais de Maria, mas sua fé e confiança eram inabaláveis. O que lhes inspirava era a certeza de poderem confiar em Deus e não o desejo de serem os escolhidos.

A maturidade era muito respeitada por aquele povo que honravam seus pais e mães, cuidavam, ouviam e respeitavam profundamente seus ensinamentos. Toda a experiência acumulada em suas vidas era referência para os mais jovens.

Hoje, não temos mais tempo suficiente para acumular experiência, maturidade e vivência na fé. Não sabemos mais esperar em Deus. Tudo acontece muito rápido e com muita urgência. Os casamentos se desfazem por não suportar as adversidades necessárias para o amadurecimento. Os jovens não param para ouvir os mais velhos e as suas experiências são desvinculadas das tradições de seu povo.

O que faremos então? Quem conduzirá nossa juventude a retomar a construção da história que não é individual, e de seu povo? Como despertar para a compreensão de que estamos todos juntos e somos um? Peçamos a intercessão de Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus para que redescubramos o valor da maturidade.

Por Lucia Maria

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Sagrado Coração de Jesus: festa do amor

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Leia mais:Sagrado Coração de Jesus: festa do amorNesta primeira sexta-feira do mês de junho, celebramos o Sagrado Coração de Jesus, mas é aos pés da cruz que nasce esta devoção. É do coração de Jesus transpassado pela lança do soldado que jorra a graça da conversão e da cura. É naquele momento que transborda o amor de Jesus para todos nós.

Quando o soldado romano transpassa o coração do crucificado, dali jorra sangue e água (Jo 19,34). Sangue e água que respingam no soldado e curam suas doenças do corpo e da alma. Sua vida é transformada naquele momento e ele reconhece Jesus como verdadeiramente o Filho de Deus.

Foi tão grande a manifestação do amor de Jesus na cruz, que no momento em que seu coração era ferido pela lança, o soldado se converte, reconhece o Cristo de Deus e se deixa amar por Ele. Sua vida é transformada e nele transborda a fé e o amor de Deus.

Ele testemunha a morte de Jesus, mas testemunha principalmente a vitória do amor de Deus pelos homens e leva este testemunho pelo resto de sua vida. Oferece sua vida para testemunhar Jesus. Caminha com Jesus até o fim de seus dias na alegria do perdão recebido aos pés da cruz.

Hoje somos convidados a celebrar o amor. Somos convidados a olhar para o Sagrado Coração de Jesus e nos deixar tocar por Ele, por seu amor que cura o corpo e a alma.

Nesta primeira sexta-feira de junho, celebramos o amor, o perdão, a cura. Recebemos o amor de Deus e nos deixamos amar por Ele.

É o perdão incondicional que Jesus nos concede por amor, que somos convidados a celebrar nesta Santa Missa.

“Isso pode parecer uma heresia, mas é a grande verdade! Mais difícil que amar a Deus é deixar-se amar por Ele! A maneira de retribuir tanto amor é abrir o coração e deixar-nos amar. Deixar que Ele se faça próximo a nós, deixar que ele nos acaricie. É tão difícil deixar-nos amar por Ele. Talvez isso é o que devemos pedir hoje na Missa: ‘Senhor, eu quero amá-Lo, mas me ensine a difícil ciência, o difícil hábito de deixar-nos amar, de senti-Lo próximo e terno!’. Que o Senhor nos dê esta graça!” (Papa Francisco)

Por Lucia Maria da Silva

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Bíblia: Deus fala com seu povo

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Leia mais:Bíblia: Deus fala com seu povo“Toda Bíblia é comunicação de um Deus de amor, de um Deus-irmão...” (Pe. Zezinho)

A Bíblia demorou muito tempo para chegar ao formato como nós a conhecemos. Não que ele tenha sofrido alterações com o tempo, mas as diversas linguagens usadas dificultaram as traduções. A celebração da memória de São Jerônimo, Doutor da Igreja e um dos responsáveis por traduzir as sagradas escritura para o latim, no dia 30 de setembro é um dos motivos que nos levam a celebrar o mês de setembro, como mês da Bíblia.

A partir do documento Dei Verbum (palavra de Deus) que foi elabora no Concílio Vaticano II, a Igreja passou a valorizar e incentivar ainda mais o uso da Bíblia, por parte dos fiéis. No documento, o concílio pede que a Igreja coloque a Bíblia no centro de sua atuação pastoral, catequética, litúrgica.

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Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, história e devoção

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Leia mais:Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, história e devoção(Comemoração: 27 de Junho)

O Quadro

Pouco se sabe a respeito da autoria artística do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, apesar de conhecidíssimo pelos católicos do mundo inteiro. Segundo especialistas, há forte indício que o artista seja grego, pois as inscrições estão neste idioma. Esta pintura deve ter sido executada no período compreendido entre os séculos XIII e XIV.

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Santa Margarida e o Coração de Jesus

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Leia mais:Santa Margarida e o Coração de JesusJesus se revela a Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa da Ordem da Visitação, no mosteiro de Pary-le-Monial na França, levando-a ao culto ao seu Sagrado Coração.

A primeira revelação de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque aconteceu na festa do discípulo amado, João, em 27 de dezembro de 1773. Santa Margarida experimentou a mesma graça de recostar sua cabeça no peito de Jesus e d’Ele poder ouvir: “O meu coração está tão apaixonado de amor pelos homens que, já não podendo conter dentro de si as chamas da sua ardente caridade, vê-se obrigado a expandi-las por teu intermédio e a manifestar-se, a fim de enriquecê-los dos seus preciosos tesouros e das graças de que necessitam, para evitarem a eterna perdição. E acrescentou: Eu te escolhi como um abismo de indignidade e ignorância para a realização de tão grande desígnio, a fim de que seja tudo feito por mim mesmo.” Em seguida disse: “Aqui tens um precioso penhor do meu afeto. Encerro no teu peito uma centelha das chamas mais vivas do meu amor, para te servir de coração e consumir-te até o ultimo momento. Até aqui tiveste o nome de minha escrava; de hoje em diante, chamar-te-ás a discípula predileta do meu Coração.”

O Coração de Jesus, misericordioso por excelência, é este abrigo de nossas almas. Nele acontece o encontro da nossa miséria com a Sua Misericórdia que nos salva, cura e liberta. Este coração que se deixou transpassar e se derramou em sangue e água, por amor, é o lugar do nosso repouso.

Jesus conhecia nossos pecados e sabia o quanto precisaríamos viver este processo de termos para onde voltar. É para o Sagrado Coração que devemos voltar e, nele perdoados, podemos recomeçar. Devemos desejar termos um coração purificado, para assemelharmos nosso coração ao de Jesus e assim sermos capazes de amar até a última gota de amor.

Na segunda aparição: “Pediu-lhe duas coisas, para dispô-la ao cumprimento dos seus desígnios: em primeiro lugar, que comungasse todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, para reparar as injúrias que recebia no SS. Sacramento; em segundo lugar, que se levantasse todas as semanas na noite de quinta para sexta-feira, entre as onze e a meia noite e se prostrasse durante uma hora com a face a terra, em expiação de todos os pecados dos homens e para consolar o seu coração deste sensível abandono, do qual o sono dos Apóstolos no Jardim das Oliveiras, era apenas um ligeiro anúncio e uma pálida imagem.”

Somos chamados também a vivermos um ato de reparação ao Coração de Nosso Senhor que continua sendo ferido pelo pecado da humanidade. Amá-Lo por aqueles que não O amam, assim como fez Santa Margarida.

Na terceira aparição pede Jesus: “É por isso que te peço que, na primeira sexta-feira depois da oitava do SS. Sacramento (Corpus Christi), seja-me dedicada uma festa particular para honrar o meu coração, participando, naquele dia, da Santa comunhão, e fazendo honrosa emenda e reparação decorosa pelas indignidades que ele recebe. E eu te prometo que o meu coração se dilatará para expandir com abundância as riquezas do seu amor sobre todos aqueles que lhe prestarem essa honra ou procurarem que por outrem lhe seja prestada.”

Assim surge do próprio querer de Jesus, a Festa ao Seu Sagrado Coração, sendo instituída universalmente pelo Papa Pio IX em 1856.

A adoração ao Sagrado Coração faz parte da Doutrina da Igreja Católica, como escreve o Papa Pio XII, na encíclica Haurietis Aquas: “Inumeráveis são as riquezas celestiais que nas almas dos fiéis infunde o culto tributado ao sagrado coração, purificando-os, enchendo-os de consolações sobrenaturais, e excitando-os a alcançar toda sorte de virtudes. Portanto, tendo presentes as palavras do apóstolo são Tiago. “Toda dádiva preciosa e todo dom perfeito vem do alto e desce do Pai das luzes” (Tg 1, 17), neste culto, que cada vez mais se incende e se estende por toda parte, com toda razão, podemos considerar o inapreciável dom que o Verbo encarnado e salvador nosso, como único mediador da graça e da verdade entre o Pai celestial e o gênero humano, concedeu à sua mística esposa nestes últimos séculos, em que ela teve de suportar tantos trabalhos e dificuldades.” e em Santa Margarida encontra ímpeto para ser propagada.

O Coração de Jesus, humano e também divino, é uma fonte inesgotável de amor que jorra sobre toda a humanidade, por cada um de nós. Com confiança neste Amor verdadeiro, somos sustentados a cada dia. E, desejosos de termos um coração semelhante ao de Jesus, conseguiremos viver o Amor que Ele nos ensina nos tornando homens e mulheres novos.

Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!

Por: Maria Clara Olea, Comunidade Canção Nova
Fonte: Santuário Canção Nova